A aura que me envolve,
É áspera, incidida e móvel,
Que não dá pra segurar;
Neste instante a poesia,
Em texto rústico se alia,
Sem que eu possa analisar;
A beleza de tais flores,
Perdem todas as suas cores,
Fedidas expulsam o beija flor;
A coroa virou cara,
O contrário se depara,
O ódio então é amor.
As negras nuvens sobre a terra,
Em um sol límpido encerra,
A verdade sem creditar,
A sombria noite torna-se luz,
Que em caminho cerrado conduz,
Quem porventura puder caminhar;
A menina meiga e feliz,
Abre os lábios confessa e diz,
O que jamais pode esconder;
Meu coração lamenta e chora,
Pois o que vejo agora,
O vinho tornou-se água,
E eu vou ter que beber...

