POEMA DO ENTO


Meu pensamento,
Pega carona no tempo;
Encontro palavras no vento,
Que me ensinam a contento;
Por isso sempre ostento,
Um estilo fútil isento,
Que é mesmo que um passatempo,
Esquecido por ser muito lento;
E eu mais uma vez experimento,
Sem pressa então logo sento,
Não consigo encontrar um provento,
Que supere o meu pensamento.
Sem ter nenhum alimento,
Vou definhar meu intento;
Sem ver logo invento,
Minhas forças ganham aumento,
Sem entender o momento,
Expresso um aborrecimento,
Ainda um pouco eu tento;
E não há mais acrescimento,
Pois eu já estou ao relento...
                                 Jorge

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