EU

Preso por ser tão incompleto,
Sinto a alma seca e vazia.
Vivo a parir carinho e afeto,
Sem curar-me da dor que sofria;
Alimento-me da aflição de meu eu
Despejado constante ao leu da sorte
Digladio-me com o destino meu
Vejo aos poucos a sombra da morte;
Faminto em querer ouvir o que digo
Desforro minha angustia no papel
Ele jurou ser meu melhor amigo
Embora as vezes não sou tão fiel;
Invocado o amasso, piso e rasgo
Depois com amor acaricio e leio
Porque naquelas palavras me engasgo
Saíram de mim e pra mim veio;
Sou como fogo destruindo a floresta
Abastecido de amor vou seguindo
Nas velas da vida navego na fresta
De um vento que não veio...
...mas está vindo!

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